Manifestações

Manifestações contra as ações da Presidência da República e do Ministério da Educação sobre os cortes orçamentários nas Universidades Públicas

ABA, SBS, ABCP e ANPOCS publicam Nota à Imprensa: Ciências Sociais Articuladas

“As associações aqui reunidas vêm a público manifestar sua indignação e extrema preocupação face às recentes declarações da Presidência da República e do Ministério da Educação relativas ao ensino da filosofia e das ciências sociais no Brasil.

Trata-se de demonstração do mais completo desconhecimento sobre a ciência e sobre a produção do conhecimento cientifico. É tão equivocado e enganoso avaliar as diferentes disciplinas e a reflexão filosófica pela sua aplicabilidade imediata quanto desconhecer a importância histórica das ciências sociais e das ciências sociais aplicadas no desenvolvimento de diferentes tecnologias voltadas à resolução de graves problemas da sociedade.

A reflexão das ciências humanas e sociais, incluída a filosofia, tem sido tão crucial para a formulação e avaliação de políticas públicas como para o desenvolvimento crítico das demais ciências. É inaceitável, portanto, que essas disciplinas sejam consideradas um “luxo”, passível de corte em tempos de crise econômica como a que vivemos atualmente no país ou de “rebaixamento” por motivação político-ideológica.”

Associação Brasileira de Antropologia – ABA (Maria Filomena Gregori, Unicamp)
Sociedade Brasileira de Sociologia – SBS (Carlos Benedito Martins, UnB)
Associação Brasileira de Ciência Política – ABCP (Flávia Biroli, UnB)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais – ANPOCS (Renato Sergio de Lima, FGV)

26/abril /2019

Leia aqui a nota em PDF em português.
Leia aqui a nota em PDF em espanhol.
Confira a Nota da ABA na rádio CBN: http://cbn.globoradio.globo.com/media/audio/257762/em-nota-entidades-repudiam-ato-de-bolsonaro-de-cor.htm.

ABA assina, com demais Associações Científicas, manifesto de indignação e repúdio às informações inverídicas sobre a Área de Ciências Humanas, Sociais Aplicadas, Linguística, Letras e Arte apresentadas pelo Ministro da Educação: http://www.aba.abant.org.br/files/20190513_5cd98f547991d.pdf.
Presidente da ABA é signatária em manifesto de acadêmicos sobre cortes nas humanidades, publicado em jornal francês:

Confira aqui o conjunto de apoios recebidos.


ABA apoia a Mobilização em Defesa da Ciência Brasileira

A Associação Brasileira de Antropologia (ABA) apoia integralmente as iniciativas da SBPC, que vem buscando preservar a atividade científica, salvaguardar a democracia e consolidar a educação pública em nosso país. Consideramos, assim, fundamental participar de ações como a “Iniciativa de C&T no Parlamento – ICTP.br”, que será lançada no dia 08 de maio de 2019, no Congresso Nacional. A ABA estará presente no lançamento e também se dispõe a participar de reunião com o Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, prevista para o dia 09 de maio de 2019, sujeita a confirmação do Ministério. As associações de ciências sociais brasileiras (ABA, SBS, ABCP, ANPOCS) já estão articuladas e, também, planejam iniciativas conjuntas de ouvidoria e de relações institucionais, de modo a fortalecer nossas posições no campo científico brasileiro e preservar o conhecimento que produzimos.

Confira aqui a mensagem da Presidência da SBPC, dirigida aos/as Presidentes das sociedades científicas, sobre a Mobilização em Defesa da Ciência Brasileira.


ABA assina Proposta para a inclusão de línguas indígenas da Bacia Amazônica brasileira como parte integrante do patrimônio material e imaterial da humanidade

Confira em: https://diplomatique.org.br/proposta-para-a-inclusao-de-linguas-indigenas-da-bacia-amazonica-brasileira-como-parte-integrante-do-patrimonio-material-e-imaterial-da-humanidade/.


ALA defende a autodeterminação e o princípio de nenhuma intervenção na Venezuela e a ABA é signatária ao documento

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ABA assina Carta aberta à sociedade brasileira contra a intervenção na Venezuela

Cidadãos brasileiros assistimos, preocupados, a escalada de conflitos contra a vizinha Venezuela, a que, para nossa maior consternação, adere o Brasil governado por J.Bolsonaro.

Trata-se de momento extremamente perigoso, em que a paz, tão duradoura no sub-continente, se encontra ameaçada pelo governo de D.Trump nos Estados Unidos. A intervenção norte-americana ora se traveste de ajuda humanitária, incluindo a linha seca Pacaraima/Santa Elena entre seus possíveis corredores. Não será demasiado lembrar que instituições concernidas e respeitáveis, tais como a Unesco e a Cruz Vermelha, se recusaram a participar de tal ajuda, apontando o fato básico de que ajuda humanitária se define, sempre, por sua neutralidade e desinteresse, aspectos inexistentes na presente iniciativa norte-americana. Houvesse um grão de verdade nas alegações intervencionistas quanto à crise humanitária na Venezuela, seria de se esperar que os Estados Unidos levantassem o embargo que impuseram àquele país – embargo que responde, em larga medida, à crise em pauta. Como apontam especialistas, sob o pretexto de defesa da democracia – jamais aplicado à Arábia Saudita e a outros aliados fornecedores de petróleo – , os Estados Unidos pretendem avançar sobre a região, em busca do controle de enormes reservas de petróleo.

Não podemos nos calar diante desta violência, cujos efeitos serão catastróficos para a região. Todos aqueles que conhecem a fronteira Venezuela- Brasil podem testemunhar sua diversidade étnica, sua riqueza cultural, seu delicado ecossistema – feito do encontro único da floresta tropical com a savana –, declarado patrimônio da humanidade pela Unesco. A pequena cidade de Pacaraima, encravada na Terra Indígena São Marcos, é geminada à cidade venezuelana de Santa Elena do Uairén, constituindo um espaço integrado, de intensa mobilidade de pessoas e de circulação de bens – a população, indígena ou não, mantém estreitos vínculos de parentesco, trabalho e residência, de ambos os lados da fronteira. Não podemos permitir que tudo isso seja devastado pelo cálculo e pela arrogância de uma intervenção armada.

Conclamamos, assim, as forças democráticas na sociedade brasileira a que, efetivamente, se manifestem contra a intervenção armada na Venezuela e, em particular, contra o envolvimento brasileiro nessa desventurada iniciativa, de modo a honrar a tradição pacifista e não-intervencionista do país, inscrita em sua Constituição.

Declarando toda nossa solidariedade ao povo venezuelano, assinamos: http://www.aba.abant.org.br/files/20190228_5c781855ec25f.pdf.

Para aderir a Carta acesse: https://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR110834.


ABA Apoia Carta da AJD ao Estado e à sociedade brasileira: os povos indígenas merecem respeito

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Manifesto das Ciências Sociais em defesa da Universidade e do livre debate de ideias

Condenamos as iniciativas contrárias à livre manifestação de ideias de discentes, docentes, pesquisadoras e pesquisadores das universidades brasileiras. Repudiamos, em particular, as tentativas de restringir a livre manifestação e de impor a censura, nos termos já expressos pelo Supremo Tribunal Federal, pelo Tribunal Superior Eleitoral, pela Procuradoria Geral da União e pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público da União, entre outras instituições e atores conscientes da gravidade dos eventos ocorridos no dia 25 de outubro de 2018 e que assumem de maneira exemplar sua responsabilidade neste momento.

A Constituição brasileira garante a livre expressão de ideias. As universidades e ambientes de ensino e pesquisa são, no Brasil e no mundo, espaços caracterizados pelo livre embate de ideias. Ao mesmo tempo, os muitos problemas que o país enfrenta só poderão ser superados pela análise crítica do presente e dos processos históricos. É importante lembrar que essa análise tem sido, também, uma dimensão incontornável dos esforços para que os direitos de todas as pessoas sejam preservados.

Laços importantes conectam a democracia e os direitos fundamentais às universidades. Manifestamos aqui nossa preocupação, mas também nossa certeza de que a defesa da liberdade de expressão e de crítica encontra e continuará encontrando guarida entre todas e todos aqueles que compreendem que o futuro do país depende de condições democráticas para o ensino e para a pesquisa.

Atentas ao papel das Ciências Sociais e ao grave momento pelo qual passamos, unimos esforços para criar a Ouvidoria em Defesa dos Direitos Fundamentais. Atuaremos conjuntamente pela preservação do direito de cátedra e do livre debate nas universidades e contra violações dos direitos fundamentais de cientistas sociais no Brasil. Cerramos fileiras, também, em defesa do ensino público de qualidade, da pós-graduação, da pesquisa e de uma política de Ciência e Tecnologia pautada pelos princípios democráticos e da justiça e comprometida com o avanço do conhecimento.

Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS)
Associação Brasileira de Antropologia (ABA)
Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP)
Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP)
Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS)

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Manifestação conjunta da ABA, ABRI, da ABED (Defesa), da ABCP e da ANPOCS sobre cortes no orçamento da CAPES

Associações  científicas  (ABA, ABRI, ABED, ABCP e ANPOCS), por  intermédio de  suas  respectivas  diretorias, manifestam sua profunda preocupação e enfatizam a gravidade das consequências que, se mantidos, os  cortes  orçamentários  previstos  para  a  Coordenação de  Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior — CAPES em 2019 terão para a pesquisa e a educação no Brasil, em todos os seus níveis, conforme destacado por correspondência de seu Conselho Superior, assinada pelo seu presidente, Abílio A. Baeta Neves, e encaminhada ao Sr. Rossieli Soares da Silva, Ministro de Estado da Educação.

Confira a Nota aqui.


Manifestação da ABA pela revogação do Decreto nº. 1.969 do Governo do Pará

A Associação Brasileira de Antropologia, por meio de suas Assessorias, Comissões e Comitês, manifesta-se pela revogação do Decreto nº. 1.969, de 24 de janeiro de 2018, editado pelo Governo do Pará, que “institui Grupo de Estudos incumbido de sugerir normas de procedimentos para a realização de consultas Prévias, Livres e Informadas aos povos e populações tradicionais”, visando “subsidiar a elaboração do Plano Estadual de Consultas Prévias, Livres e Informadas”.
Confira aqui íntegra do ofício que a ABA encaminhou ao Governo do Estado do Pará e ao Ministério Público Federal em Santarém/PA. O ofício foi assinado pelas seguintes instâncias da ABA: Presidência, Assessoria Especial em Meio Ambiente, Comissão de Assuntos Indígenas, Comissão de Direitos Humanos, Comitê Laudos Antropológicos, Comitê Povos Tradicionais, Meio Ambiente e Grandes Projetos e Comitê Quilombos.


ABA assina o Manifesto de apoio às comunidades Guarani do Oeste do Paraná

As organizações que assinam o presente manifesto vem a público manifestar a sua preocupação com as recentes mobilizações de parte da população dos municípios de Guaíra e Terra Roxa, Oeste do Paraná, com discurso de ódio contrário à presença das comunidades Guarani em suas áreas de ocupação tradicional, cujos estudos estão sendo realizados pela Fundação Nacional do Índio.

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ABA assina manifestação da SBPC sobre os acontecimentos recentes na UFMG

Confira aqui.


Manifestacao de repúdio às ações violentas contra a comunidade acadêmica da UFSC

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A ABA, SBPC, ABC e mais 17 associações científicas pedem em carta, à presidenta Dilma Roussef, a suspensão de licenciamento e respeito aos direitos humanos em Belo Monte

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Manifestação Royalties apoio a SBPC

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Carta Protesto referente a reformulação da Instrução Normativa 20/2005/Incra relacionada a regulamentação das Terras Quilombolas

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ABA encaminha manifestação e conclama os membros do Congresso Nacional, especialmente do Senado Federal, a rejeitar o Acordo bilateral entre a República Federativa do Brasil e a Santa Sé e a Lei Geral das Religiões

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