Nota do Comitê de Antropólogas/os Negras/os da ABA em apoio à professora Luciana Dias – Universidade Federal de Goiás

Uma das nossas foi atingida em sua dignidade e plena humanidade em um ato de violência racial e misógina. Este comitê vem a público manifestar seu apoio incondicional à professora Luciana Dias, coordenadora da 1ª gestão do Comitê de Antropólogas/os Negras/os da Associação Brasileira de Antropologia – ABA.

Nosso apoio ampara-se em entendimentos já expressos em nossa carta de apresentação lançada em 2019. São eles: a noção de que a presença docente negra ainda é um desafio a ser superado, bem como o impacto na produção de conhecimento de forma mais plural e visível; A contribuição deste Comitê para a alteração desse quadro articula-se a uma atuação científica diversa, inclusiva e comprometida com valores caros ao campo da Antropologia, tais como ética, defesa de grupos sociais historicamente marginalizados, compromisso com a pauta de direitos humanos, centralidade na luta antirracista, consolidação da democracia, da educação pública e da autonomia universitária.

Diante disso, reiteramos nosso repúdio contra quem tenta calar as vozes e extinguir oportunidades de protagonismo feminino e negro como é o caso da chapa “Dialoga FCS” integrada pela professora Luciana Dias e que concorre à direção da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás. Sendo assim e respondendo ao questionamento racista dirigido à candidata, sim, ela é capaz. Sim, nós somos capazes de ocupar todos os espaços que quisermos.

Brasília/DF, 06 de agosto de 2021.

Associação Brasileira de Antropologia ABA e seu Comitê de Antropólogas/os Negras/os

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